O Panamá implementará um bloqueio no espaço aéreo ao redor de suas prisões para impedir o uso de drones no transporte de drogas ou armas aos detentos, informou o presidente José Raúl Mulino nesta quinta-feira (9). A ação ocorre em resposta à crise do sistema penitenciário, agravada por fugas e pela necessidade de isolar líderes de gangues.
O presidente Mulino declarou que o sistema prisional panamenho “entrou em colapso”, citando problemas de organização e corrupção. Ele afirmou que itens ilícitos entram nas unidades prisionais por meio de falhas, permitidas por agentes penitenciários ou policiais nacionais. A medida de bloqueio foi testada na semana anterior com o objetivo de barrar o uso de drones nas áreas próximas às prisões.
A preocupação com a segurança pública ganhou destaque após a fuga de quase 200 presos da prisão La Joyita, nos arredores da Cidade do Panamá, em 1º de janeiro. Em seu relatório anual de gestão, Mulino anunciou a construção de um presídio específico para isolar chefes de gangues.
O país enfrenta desafios de segurança, registrando 14,2 homicídios por 100 mil habitantes em 2025. Contudo, na província caribenha de Colón, esse índice foi três vezes maior. Atualmente, as prisões panamenhas abrigam cerca de 24 mil detentos, superando a capacidade de 14.700.


