Os fios utilizados no transplante capilar preservam as características genéticas da área doadora, o que garante resistência à calvície androgenética. Segundo a médica Leonora Mansur, os folículos mantêm o crescimento após a transferência, embora o paciente deva estar preparado para uma queda temporária comum no pós-operatório.
O fenômeno conhecido como eflúvio pós-transplante, ou shock loss, ocorre entre duas e oito semanas após a cirurgia. Nesse período, apenas a haste capilar cai, enquanto o folículo permanece preservado sob o couro cabeludo. O crescimento dos novos fios inicia-se entre o terceiro e o quarto mês, com o resultado final consolidado entre 12 e 18 meses.
Embora os fios transplantados sejam permanentes, eles estão sujeitos ao envelhecimento natural, que pode alterar a espessura ou a textura ao longo das décadas. A médica explica que a calvície pode progredir em áreas não tratadas, o que pode exigir novas sessões cirúrgicas no futuro para complementar a densidade ou cobrir novas áreas de rarefação.


