A Câmara Municipal de Taubaté analisa um pedido de abertura de comissão processante contra o prefeito Sérgio Victor (Novo). A denúncia, protocolada por um advogado, aponta supostas irregularidades na gestão do Hospital Municipal Universitário de Taubaté (HMUT), incluindo um suposto pedido de propina a interlocutores da administração municipal.
O documento questiona a decisão da prefeitura de não renovar o contrato com o Grupo Chavantes, atual gestor da unidade, classificando a medida como desprovida de justificativa técnica. A denúncia alega que houve interferência na administração do hospital para favorecer empresas e retaliações contra o grupo. Sobre a acusação de propina, o texto afirma que o pagamento de um percentual do contrato teria sido solicitado em reunião a portas fechadas.
O prefeito Sérgio Victor negou as acusações em entrevista à imprensa, classificando o documento como infundado e sem provas. A presidente do Grupo Chavantes, Letícia Turim, afirmou desconhecer o pedido de propina e declarou que a entidade não compactua com tais práticas. A Procuradoria da Câmara deve concluir o parecer sobre a admissibilidade da denúncia até a próxima terça-feira (14).
A prefeitura justifica o fim do contrato com base em apontamentos do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) sobre o processo de contratação de 2024, durante a gestão do ex-prefeito José Saud (PP), além de problemas operacionais. O Grupo Chavantes contesta a versão, afirmando que os alertas do TCE-SP referem-se ao chamamento público e não à qualidade dos serviços prestados, e que a prefeitura não apresentou um plano de transição para a unidade.


