O vício em trabalho, caracterizado por uma necessidade obsessiva de estar ocupado, prejudica a colaboração em grupos. Especialistas apontam que a dificuldade em delegar tarefas e a tendência ao isolamento tornam esses indivíduos menos eficazes em projetos coletivos.
Segundo a psicóloga Wendy L. Patrick, esses trabalhadores costumam assumir tarefas desnecessárias, apresentando melhor desempenho em atividades autônomas do que em colaborações. Pesquisas, como a de Guido Alessandri, indicam que o perfil é frequentemente descrito por uma preocupação compulsiva com o rendimento, priorizando a carga horária em vez da inteligência estratégica.
Um estudo da Universidade da Corunha detalha que o comportamento gera danos psicossociais, como estresse e irritação. A falta de confiança nos colegas e o microgerenciamento constante criam um ambiente hostil, onde a comunicação deficiente e as críticas severas minam a coesão do grupo. O resultado é o isolamento do próprio indivíduo, que passa a atuar sozinho por falta de integração com os demais.

