A balança comercial do agronegócio entre Brasil e Estados Unidos tornou-se o principal argumento do setor produtivo brasileiro contra a proposta de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos nacionais. O tema foi debatido em audiências públicas em Washington, com decisão prevista para o dia 15 de julho.
Dados apresentados durante as discussões indicam que os Estados Unidos mantêm superávit no comércio agrícola com o Brasil. Em 2025, os americanos exportaram US$ 49,7 bilhões em produtos para o mercado brasileiro, enquanto o Brasil exportou US$ 42,3 bilhões para os EUA. Entidades como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Sociedade Rural Brasileira (SRB) afirmam que a medida pode encarecer alimentos e pressionar a inflação norte-americana.
O setor defende que a relação é de interdependência, com o Brasil importando insumos e tecnologias dos EUA. Além da questão comercial, o debate envolve exigências ambientais. O agronegócio contesta críticas sobre desmatamento, citando dados do sistema PRODES que apontam queda no desmate na Amazônia. Setores como o de etanol e açúcar também rebatem alegações de desequilíbrio, atribuindo a dinâmica de mercado a fatores de competitividade e regras da OMC.

