A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a darolutamida como nova opção terapêutica para o câncer de próstata. O medicamento, quando combinado à terapia hormonal, demonstrou uma redução de 46% no risco de progressão da doença ou morte em pacientes, conforme dados de um estudo de fase 3.
A nova indicação permite o uso da substância em conjunto com a terapia de privação androgenética (ADT), método que reduz os níveis de testosterona. Segundo o oncologista Denis Jardim, do Hospital Sírio Libanês, a aprovação representa um avanço no controle da doença, que registra cerca de 48 mortes diárias no país. O estudo ARANOTE indicou benefícios ainda maiores em pacientes com baixo volume de metástase, com queda de 70% nos desfechos graves.
Além da eficácia clínica, a pesquisa apontou a preservação da função cognitiva e melhor qualidade de vida, com menor incidência de fadiga. O câncer de próstata é o segundo mais comum entre homens, com estimativa de 77.920 novos casos anuais para o triênio 2026-2028, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca). A doença é prevalente em idosos, sendo que 75% dos diagnósticos ocorrem após os 65 anos.

