A Saudi Aramco registrou lucro líquido ajustado de US$ 33,4 bilhões no segundo trimestre, um aumento de 33% em relação ao ano anterior. O resultado foi impulsionado pela escalada do conflito no Oriente Médio, que gerou interrupções no tráfego do Estreito de Ormuz.
A maior petroleira global divulgou o balanço referente ao período de abril a junho, superando a expectativa de analistas, que projetavam US$ 31,59 bilhões. A companhia intensificou o uso do oleoduto East-West, com 1.200 quilômetros, para contornar o Estreito de Ormuz e manter a capacidade de exportação em 7 milhões de barris por dia.
Amin H. Nasser, presidente e CEO da Aramco, declarou que a empresa manteve a continuidade dos negócios ao aproveitar sua infraestrutura estratégica, apesar da interrupção no fornecimento. O conselho de administração também anunciou o pagamento de um dividendo-base de US$ 21,9 bilhões referente ao trimestre.
A crise geopolítica foi apontada por Nasser como um fator que agrava o choque de oferta mundial. Ele explicou que o mundo perdeu mais de 2,6 bilhões de barris destinados a setores como agricultura e indústria. Em paralelo, o presidente Donald Trump criticou os lucros de Exxon Mobil e Chevron, afirmando que as empresas ganham ‘dinheiro demais’ com a escassez.

