Uma viúva de 68 anos resgatou uma apólice de seguro de vida vitalícia comprada pelo falecido marido em 1988, recebendo cerca de US$ 84.000. O resgate gerou um ganho tributável que elevou sua renda ajustada, fazendo com que o prêmio do Medicare Part B dobrasse.
O resgate da apólice, cujo valor base era de aproximadamente US$ 32.000, gerou um ganho tributável de US$ 52.000. Esse valor foi incorporado à renda ajustada mensal (MAGI), que subiu de cerca de US$ 90.000 para aproximadamente US$ 142.000. O aumento na renda fez com que a beneficiária se enquadrasse em uma faixa de tributação mais alta para o programa de saúde.
Conforme os dados de 2026, o prêmio do Part B subiu de US$ 202,90 para US$ 405,80. Somando o adicional do Part D, o custo mensal do Medicare aumentou em cerca de US$ 240, totalizando um acréscimo anual de aproximadamente US$ 2.885. O ganho tributável não foi enviado em um cheque separado, mas sim embutido no pagamento total.
Especialistas alertam que o resgate de apólices antigas pode ser perigoso após o falecimento de um cônjuge, pois os limites de renda para o Medicare se tornam mais restritivos. Para evitar surpresas, recomenda-se solicitar à seguradora o ganho tributável estimado antes de finalizar o resgate e explorar opções como a troca de apólices (Section 1035 exchange).


