A expansão da infraestrutura de inteligência artificial nos Estados Unidos enfrenta um desafio de suprimento de energia, segundo análise de Morgan Stanley. A necessidade de eletricidade para alimentar os chips de IA tornou-se o principal gargalo, superando a dificuldade de fabricação dos semicondutores.
Morgan Stanley estima que os data centers americanos necessitarão de mais 68 GW de eletricidade entre 2026 e 2028. O banco de investimento calculou que projetos em construção somam 15 GW, e mais 15 GW estão cobertos por capacidade contratada, o que deixa um déficit de 38 GW antes de considerar soluções alternativas.
O estudo aponta que a energia se tornou o recurso escasso, pois a infraestrutura de IA só gera retorno quando há eletricidade disponível. Entre as soluções modeladas, turbinas a gás natural representam o maior potencial para fechar a lacuna de capacidade. Isso coloca a GE Vernova em posição de destaque, visto que a empresa domina o mercado de turbinas a gás de grande porte.
Outras empresas também podem se beneficiar da tendência, como aquelas que operam usinas nucleares existentes ou que podem converter locais de mineração de criptomoedas. Contudo, o relatório indica que, mesmo com a implementação de todas as soluções práticas, os EUA podem enfrentar um déficit de 1 GW a 11 GW até 2028, elevando o valor de quem controla a geração de energia.


