As ações da Marcopolo sofreram forte desvalorização na terça-feira (4) após a divulgação do balanço do segundo trimestre de 2026 (2T26). Os papéis caíram mais de 10% devido à queda nas margens e na lucratividade da companhia, conforme apontado por analistas de mercado.
O Ebitda ajustado da empresa ficou em R$ 349 milhões, o que representa uma redução de 12% na comparação anual. O valor ficou 8% a 11% abaixo das estimativas do JPMorgan. Segundo o banco, a principal causa da frustração foi a margem bruta, que atingiu 21,9%, abaixo da expectativa de 24,1%.
O desempenho operacional foi impactado por um mix de vendas menos favorável, com a participação de micro-ônibus na receita chegando a 18% no trimestre, contra 8% no ano anterior. O lucro líquido somou R$ 271 milhões, marcando uma queda de 16% em relação ao 2T25.
Diversos bancos de investimento analisaram os resultados. O Itaú BBA classificou o desempenho como negativo, citando a margem EBITDA abaixo do esperado e a valorização de 11% do real. Já o JPMorgan manteve recomendação de compra e preço-alvo de R$ 9, enquanto o Itaú BBA manteve preço-alvo de R$ 10.


