A greve de ferroviários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) causou impacto na circulação das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade na manhã desta terça-feira, 4. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, classificou o movimento como instrumentalização política, enquanto os grevistas defendem a permanência da gestão estatal e alegam risco de demissões.
Tarcísio de Freitas afirmou, em publicação em redes sociais, que a paralisação visa prejudicar o cidadão e os usuários do transporte público. O governador declarou que o Estado prioriza um sistema confiável e que o governo continuará investindo na modernização da malha ferroviária, mantendo o diálogo com os trabalhadores.
O governador sustentou que negociações ocorreram antes da paralisação, mas que o sindicato ignorou as garantias de manutenção de emprego. Ele também associou a mobilização ao calendário eleitoral, afirmando que o cidadão não será refém de pressão.
Por outro lado, o sindicato justificou a paralisação pelo impasse na transição operacional das linhas, que retornaram temporariamente à administração da CPTM após panes e um princípio de incêndio na gestão da concessionária privada. Os ferroviários reivindicam a garantia integral dos empregos e a retomada definitiva da gestão pública.

