O Brasil corre risco de uma “crise contratada” em 2027, segundo análise do UBS Global Wealth Management. A projeção indica que, sem reformas fiscais, a dívida pública pode atingir 95% do PIB até 2030, o que comprometeria a credibilidade econômica do país.
A diretora de macroeconomia do UBS, Solange Srour, afirmou que as regras fiscais estão “completamente desacreditadas”. Para evitar o colapso, a especialista sugere um corte de gastos equivalente a 4% do PIB, embora reconheça a inviabilidade política de tal medida em um único ano.
Srour declarou que a situação atual é “totalmente insustentável”, pois não é possível manter o crescimento de 2% com um juro real de 8% para todos os prazos. A saída, segundo a análise, passa por debater pautas impopulares, como a desvinculação do salário mínimo de benefícios previdenciários e a revisão do Benefício de Prestação Continuada (BPC).
Outro ponto crítico levantado é a desindexação dos pisos de saúde e educação. Atualmente, a União é obrigada a aplicar 15% da Receita Corrente Líquida (RCL) na saúde e 18% da receita de impostos na educação, o que gera gastos pró-cíclicos. O UBS defende que esses limites mínimos sejam atrelados à inflação.


