A descoberta de reservas comerciais de petróleo e gás no pré-sal brasileiro completa 20 anos em 2026, reposicionando o país no cenário global de energia. Em junho de 2026, a produção da região atingiu 4,8 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d), respondendo por cerca de 82% da produção nacional.
Segundo o Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), o pré-sal se tornou o principal motor da produção nacional nas últimas duas décadas. A produção da camada avançou de 127,18 mil boe/d em 2011 para aproximadamente 4,49 milhões de boe/d em 2026. Essa expansão movimenta uma cadeia produtiva estimada em 600 mil empregos formais diretos e indiretos.
Apesar do avanço, a participação relativa da Petrobras no desenvolvimento das reservas caiu de 84,4% para 64,9%, devido à entrada de outras companhias nos consórcios. O Ineep afirma que o futuro do pré-sal depende de escolhas políticas sobre regulação, participação estatal e distribuição da renda petrolífera.
O instituto alerta que o aumento de empresas estrangeiras, impulsionado por desinvestimentos e ampliação de leilões da Agência Nacional do Petróleo (ANP), pode limitar a capacidade do Estado brasileiro de direcionar a riqueza. A discussão foca em transformar a produção em capacidade produtiva e financiamento para ciência e inovação.

