Um beneficiário herdou cerca de US$ 1,2 milhão de um plano 401(k) e enfrenta o dilema de quando sacar os valores. A regra do SECURE Act exige o esgotamento da conta em dez anos, mas a estratégia de adiar as retiradas pode reduzir a tributação federal em cerca de US$ 135 mil.
A legislação exige que a maioria dos beneficiários não cônjuges esgote o 401(k) herdado em dez anos, realizando saques mínimos anuais. Contudo, o momento do saque define a alíquota de imposto. Ao optar por uma distribuição uniforme ao longo dos dez anos, o valor total de US$ 1,2 milhão pode resultar em aproximadamente US$ 320.000 em impostos federais.
A estratégia de adiar os saques (back-loading) sugere retirar apenas o valor mínimo exigido nos anos de trabalho, concentrando o grosso dos valores nos anos cinco a dez, quando o beneficiário estiver aposentado. Nesse cenário, uma retirada de US$ 200.000, por exemplo, pode cair na alíquota de 22%, gerando um imposto federal total mais próximo de US$ 185.000 sobre o mesmo montante.
Além da economia fiscal direta, o adiamento protege contra o IRMAA, que impõe encargos no Medicare Part B e Part D se a renda ajustada ultrapassar US$ 218.000 para casais. A coordenação do saque com o momento de recebimento do benefício do Seguro Social também é crucial para evitar que parte dos benefícios se torne tributável.

