A relação entre o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, enfrenta tensão devido à condução de investigações sobre o Banco Master e fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O desgaste aumentou após a divulgação de carta conjunta por superintendentes da PF em apoio à direção-geral.
O conflito se intensificou com divergências sobre o acesso a informações e o andamento das apurações. Mendonça assumiu a relatoria dos inquéritos do Banco Master em fevereiro e determinou que policiais não compartilhassem dados diretamente com superiores, medida interpretada pela cúpula da PF como restrição à comunicação interna. A corporação também questionou determinações do ministro sobre o compartilhamento de materiais obtidos nas diligências do INSS.
A situação se agravou com suspeitas envolvendo o filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva. Em julho, a PF pediu ao STF a abertura de três investigações sobre possível tráfico de influência. O pedido foi distribuído por sorteio, e um dos inquéritos foi encaminhado a outro ministro, o que foi visto como tentativa de reduzir a atuação de Mendonça.
Em resposta ao clima de atrito, vinte e sete superintendentes regionais da PF emitiram uma carta conjunta em apoio a Andrei Rodrigues. O documento defendeu que as investigações devem seguir os mecanismos previstos em lei. Além disso, delegados demonstraram insatisfação com a demora na autorização de operações em casos como o do ex-governador Cláudio Castro.

