Um husky siberiano de três anos passará a receber pensão alimentícia após decisão de um Tribunal de Família no México. A determinação, proferida no estado de Tabasco, obriga o ex-companheiro da tutora a pagar 700 pesos mexicanos mensais e custear metade das despesas veterinárias do animal.
O caso, que teve início em maio de 2025, culminou em uma sentença considerada inédita no estado. A Justiça considerou que o animal integrava a vida familiar do casal, e que ambos compartilhavam responsabilidades durante o relacionamento. Com o fim da união, a responsabilidade pela manutenção do husky não foi extinta para o ex-tutor.
O valor mensal fixado corresponde a cerca de R$ 208, além da obrigação de arcar com 50% dos gastos veterinários. A advogada que atuou no processo defendeu que animais de companhia devem ser reconhecidos como seres sencientes, necessitando de proteção legal mesmo após o término de um relacionamento.
A decisão também chama atenção para o conceito de família multiespécie, que define núcleos familiares com animais como integrantes. No México, o caso pode servir de referência para futuros processos que envolvam a guarda e os custos de animais de estimação após divórcios.


