Sintomas como tosse persistente, falta de ar, rouquidão ou catarro com sangue podem indicar câncer de pulmão. A doença, que é a principal causa de morte por câncer no país, é frequentemente diagnosticada em estágios avançados no Brasil, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA).
A persistência de sintomas respiratórios é o principal alerta, conforme orienta a pneumologista Heloisa Costa. Ela explica que é crucial observar quando um sintoma não melhora, citando tosse que dura mais de três semanas, piora da falta de ar, dor no peito ou cansaço excessivo sem causa aparente.
O diagnóstico tardio representa um grande desafio. Dados do Observatório de Oncologia indicam que entre 85% e 93% dos pacientes chegam a serviços especializados quando a doença já está avançada. Quando o tumor é descoberto precocemente, a taxa de sobrevida em cinco anos atinge 56%, mas cai para 18% na média nacional.
Embora o tabagismo seja o fator de risco mais conhecido, a especialista ressalta que cerca de 10% a 20% dos casos ocorrem em pessoas que nunca fumaram, podendo estar ligados à poluição ou ao gás radônio. Para grupos de risco, o rastreamento é recomendado. A tomografia computadorizada de tórax de baixa dose é indicada para pessoas entre 50 e 80 anos que fumam ou pararam de fumar.


