Um equatoriano, detido em Caxias do Sul (RS) desde maio, solicitou asilo ao Supremo Tribunal Federal (STF) em meio a investigações de fraudes milionárias. O indivíduo, procurado pela Interpol, enfrenta acusações da Justiça do Equador por esquemas financeiros que causaram prejuízo de quase R$ 1 milhão.
O pedido de refúgio está sob avaliação do Comitê Nacional para Refugiados (Conare). A prisão preventiva foi determinada pelo STF, com base em um mandado de extradição solicitado pelo governo equatoriano em julho. O estrangeiro figurava na lista vermelha da Interpol.
A defesa do equatoriano argumenta que ele deve receber o reconhecimento de refugiado, alegando perseguição política e risco de morte. O advogado Eduardo Maurício afirmou ao STF que a extradição viola tratados bilaterais e direitos fundamentais.
O Conare negou a informação de que o pedido já havia sido aprovado, declarando que o caso segue em análise. O desfecho do processo definirá a situação do indivíduo, que permanece preso preventivamente no Rio Grande do Sul.

