A ARKOM, empresa de tecnologia brasileira, estabeleceu a meta de alcançar R$ 50 milhões em Receita Recorrente Anualizada (ARR) nos próximos 12 a 18 meses. A companhia foca em empresas com faturamento superior a R$ 1 milhão mensais e utiliza a metodologia de ‘iatização’ para otimizar operações antes da adoção de IA.
A metodologia da ARKOM, denominada iatização, consiste em mapear processos, identificar atividades desnecessárias e simplificar fluxos antes de qualquer implantação tecnológica. O procedimento visa reorganizar a operação para que a inteligência artificial execute e coordene processos definidos, sob supervisão humana. Segundo o fundador e presidente da ARKOM, Thiago Finch, o foco não é a ferramenta, mas a operação atendida.
O posicionamento da empresa dialoga com dados globais sobre a adoção de IA. Um estudo da S&P Global Market Intelligence, realizado com 1.006 profissionais, indicou que a parcela de empresas que abandonou iniciativas de IA cresceu de 17% para 42% em um ano. Finch afirmou que “o problema não está na tecnologia, está na sequência. A maioria das empresas instala inteligência artificial sobre uma operação que ninguém auditou, ninguém simplificou e ninguém documentou.”
O método de iatização é estruturado em quatro etapas: “auditar”, que mapeia processos; “reduzir”, que elimina etapas; “conectar”, que integra a IA ao negócio; e “operar”, que coloca a tecnologia para executar processos delimitados. A atuação inicial da companhia concentra-se em eficiência operacional, aquisição e retenção de clientes, com foco em indicadores como Custo de Aquisição de Cliente (CAC) e Valor do Tempo de Vida do Cliente (LTV).

