Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) confirmaram que a Cratera de Colônia, localizada em Parelheiros, Zona Sul de São Paulo, foi formada pela colisão de um asteroide. A descoberta, publicada em abril, utiliza a análise de minerais resistentes para reforçar a origem extraterrestre da depressão circular de 3,6 quilômetros de diâmetro.
A pesquisa identificou grãos de zircão com sinais de metamorfismo de choque, uma deformação causada por pressões elevadas, compatível com o impacto de um corpo celeste. Segundo Victor Velázquez Fernandez, docente da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP, as amostras foram coletadas durante sondagens realizadas pela Sabesp para obtenção de água local.
Os cientistas analisaram 40 grãos de zircão, cada um com cerca de 50 micrômetros de comprimento. Essas estruturas funcionam como registros de eventos geológicos extremos. Um dos pesquisadores afirmou que as feições planares de deformação (PDFs) são “praticamente uma impressão digital de que houve impactos de asteroides para a formação de crateras na superfície da crosta terrestre”.
O trabalho acrescenta evidências diretas à interpretação anterior de que a cratera é de impacto, afastando explicações como deformação tectônica regional. O bairro Vargem Grande, que abriga cerca de 60 mil pessoas, se desenvolveu na área da formação geológica há milhares de anos.


