Arábia Saudita, Turquia e Paquistão assinaram o Tratado de Defesa Comum de Meca, um acordo que define qualquer ataque armado externo contra um dos três como agressão a todos. A aliança visa integrar capacidades de defesa e cooperação militar entre os nações.
O tratado prevê maior integração das capacidades de defesa dos países envolvidos. O vice-ministro saudita de Diplomacia Pública, Rayed Krimly, declarou que o pacto busca ampliar o desenvolvimento militar dos três países, sem prejudicar os laços da Arábia Saudita com outros parceiros do Golfo. Krimly afirmou que a aliança não representa ameaça à segurança regional.
A iniciativa inclui o Paquistão, que possui armamento nuclear, mas autoridades sauditas negaram que o acordo esteja ligado a ambições nucleares ou a uma corrida armamentista. Em contrapartida, autoridades iranianas criticaram o pacto. Um integrante do Parlamento do Irã, Ebrahim Rezaei, declarou que a aliança não seria suficiente para garantir a segurança saudita, comparando-a ao apoio militar anterior dos Estados Unidos.
O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, afirmou que a segurança do Golfo Pérsico deve ser responsabilidade dos próprios países da região. Ele declarou que Teerã busca soluções de segurança sem a participação de forças estrangeiras, indicando que as nações perceberam riscos na expansão do conflito regional.


