A confiança do consumidor na cidade de São Paulo recuou em julho, mas permaneceu em patamar otimista, sustentada pelo mercado de trabalho, segundo a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) caiu 2% para 121,6 pontos, mas registrou alta de 11,6% em comparação com julho de 2025.
Apesar do otimismo, a combinação de juros elevados, inflação em itens essenciais e alto comprometimento da renda faz com que as famílias adotem postura mais criteriosa nas decisões de compra, afirmou a FecomercioSP. O mercado de trabalho continua sustentando a renda e evitando deterioração mais intensa das expectativas, mas esse impulso não se traduz no mesmo aumento de consumo.
A queda mensal do ICC atingiu todos os segmentos, com maior recuo entre famílias com renda de até dez salários mínimos (-2,6%) e consumidores com menos de 35 anos (-2,1%). No comparativo anual, todos os grupos registraram alta, indicando maior sensibilidade desses perfis a emprego, renda e inflação. O Índice de Expectativas do Consumidor (IEC) caiu 1,4% em julho, mas avançou 12% no ano.
A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) caiu 0,4% em julho, sendo a quarta retração consecutiva, embora tenha subido 6,3% no ano. A entidade explica que as famílias priorizam gastos essenciais e postergam compras de maior valor, o que explica o varejo com crescimento moderado. A FecomercioSP recomenda que empresas reforcem segmentação e fidelização, pois estratégias baseadas apenas em descontos têm efeito limitado com crédito caro.

