O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, negou um pedido feito por Flávio Bolsonaro para declarar o ministro Alexandre de Moraes suspeito em ações ligadas ao caso “Dark Horse”. A decisão, assinada em 25 de junho, esclareceu que o processo em questão não é mais relatado por Moraes, mas sim pelo ministro André Mendonça.
A ação foi iniciada pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) após questionamentos sobre o financiamento de um filme que homenageia o ex-presidente Jair Bolsonaro. O caso ganhou tração após revelações de que um senador teria solicitado R$ 134 milhões a Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, para custear o filme “Dark Horse”.
Segundo os dados apresentados, cerca de R$ 61 milhões teriam sido pagos e enviados a um fundo ligado a Eduardo nos Estados Unidos. A suspeita investigada envolve o uso desses recursos para financiar a atuação do ex-deputado contra autoridades brasileiras. A defesa de Flávio Bolsonaro alegou relação entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, citando trocas de mensagens de 17 de novembro de 2025.
Fachin explicou que impedimento e suspeição são conceitos jurídicos distintos. No entanto, o presidente do STF destacou que Alexandre de Moraes não é mais o relator da ação mencionada. O processo está sob a responsabilidade de André Mendonça. O STF nunca aceitou pedidos para declarar um ministro impedido ou suspeito, conforme registros de ações apresentadas desde o ano 2000.

