O Brasil registrou a menor área sob alerta de desmatamento na Amazônia nos últimos dez anos, segundo dados do Sistema de Detecção de Desmatamentos em Tempo Real (Deter) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). No período de agosto de 2025 a julho de 2026, a área sob alerta foi de 2.874,38 km², representando uma redução de 36,87% em comparação ao ano anterior.
Os dados, divulgados em coletiva de imprensa no Inpe, antecipam o ciclo anual do Projeto de Monitoramento do Desmatamento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes). No bioma Amazônia, o Mato Grosso apresentou a maior queda, com redução de 49%, seguido por Amazonas (46,7%) e Rondônia (41,2%).
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o ritmo atual permite alcançar a meta de desmatamento zero até 2030, reforçando a retomada do Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento da Amazônia (PPCDam). O Observatório do Clima celebrou os resultados, dizendo que os dados comprovam que o país encontrou a fórmula para controlar a destruição da floresta tropical.
Segundo cálculos do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), a redução do desmate evitou o lançamento de 2,238 bilhões de toneladas de CO2 equivalente (GtCO2e) na atmosfera. Apesar do avanço, entidades alertam para iniciativas legislativas que podem flexibilizar o Código Florestal e colocar em risco a agenda ambiental.


