Dirigentes e clubes paulistas pressionam pela mudança na proibição de venda de bebidas alcoólicas em estádios de São Paulo. A restrição, vigente desde 1996, é alvo de projetos de lei na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), com apoio do governador Tarcísio de Freitas.
A proibição de consumo de bebidas alcoólicas em estádios paulistas, instituída pela Lei Estadual nº 9.470, é vista por organizadores como um contrassenso. Enquanto partidas de futebol mantêm a restrição, as mesmas arenas comercializam álcool em eventos como shows e corridas de Fórmula 1 e NFL. O setor estima que a liberação pode elevar o faturamento das arenas em cerca de 30% e gerar empregos diretos.
Na Alesp, tramitam propostas para alterar a regra. Um projeto de lei de 2023, de autoria de deputados, prevê liberação para bebidas com até 15% de teor alcoólico e já obteve parecer favorável da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR). Outra sugestão limita a graduação alcoólica a 14% e restringe a venda em categorias de base.
Clubes manifestaram apoio à mudança. O presidente do Santos, Marcelo Teixeira, afirmou que a medida fortalece contratos com marcas e abre nova fonte de receita. Adalberto Baptista, gestor da Botafogo S.A. de Ribeirão Preto, comentou que a liberação controlada pode dobrar a receita de matchday e reduzir transtornos no acesso aos locais.

