A gigante alemã de defesa Rheinmetall informou que a ampliação da produção dos Sistemas de Mísseis Táticos do Exército (ATACMS) em parceria com a Lockheed Martin levará tempo. A empresa disse que a reposição dos estoques militares dos Estados Unidos, reduzidos pelo conflito com o Irã, não ocorrerá em dois anos.
A informação foi dada pelo presidente-executivo da Rheinmetall, Armin Papperger, em entrevista a veículos de comunicação. O acordo de produção conjunta, assinado no mês anterior, prevê que a instalação de fabricação, a primeira fora dos EUA, será montada em Unterlüß, no norte da Alemanha, no próximo ano.
Papperger afirmou que a parceria visa suprir a demanda global por mísseis de longo alcance, prevendo mercado para o produto nos próximos 15 anos, atendendo nações da OTAN e aliadas. A joint venture ainda aguarda aprovação formal, mas conta com apoio do governo dos EUA.
Fontes militares confirmaram que as Forças Armadas americanas consumiram quase todos os mísseis ATACMS e Precision Strike Missile (PrSM) disponíveis para o conflito com o Irã em cinco meses. A baixa nos estoques preocupa a capacidade de resposta dos EUA em outras crises.


