A polícia prendeu um homem que atuava como médico em atendimento domiciliar a uma criança de 10 anos na Baixada Fluminense. A descoberta ocorreu após a mãe notar inconsistências graves no tratamento, como a falta de troca de sondas de alimentação.
O homem foi autuado por exercício ilegal da medicina com fins lucrativos e outros crimes. A mãe da paciente, que acompanhava o tratamento há dez meses, desconfiou da conduta após notar que uma sonda de alimentação não era trocada há cinco meses. Ao pesquisar o nome no Conselho Regional de Medicina (Cremerj), ela descobriu que a foto associada ao carimbo não era dele.
Segundo a polícia, o suspeito atendia a menina desde outubro de 2025, realizando pelo menos seis consultas e cobrando valores entre R$ 700 e R$ 1 mil por visita. A criança, diagnosticada com meduloblastoma grau IV, já havia passado por dez cirurgias, sete delas na cabeça. O falso profissional utilizava registros e receituários de outros médicos sem autorização.
O delegado responsável afirmou que a atuação do suspeito representa um risco concreto à saúde da criança em estado grave. A investigação apura como ele conseguiu usar registros profissionais e se havia relação com os médicos cujos nomes foram utilizados.

