A Polícia Federal indiciou o diretor-presidente da Voepass, José Luiz Felício Filho, em relação ao acidente aéreo ocorrido em 2024, que resultou na morte de 62 pessoas. O inquérito aponta que o executivo tinha ciência de problemas técnicos graves na frota da companhia.
O relatório final da PF, concluído na última quinta-feira (06), listou Felício entre os 16 indiciados no caso. As investigações indicam que a função do diretor-presidente ia além da gestão, abrangendo a interrupção de falhas de manutenção e operação acumuladas pela empresa. Segundo a PF, ele tinha pleno conhecimento dos problemas técnicos da frota.
Além disso, os investigadores afirmaram que Felício recebia formalmente as notificações da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). As gravações da caixa-preta mostraram que o avião apresentava falhas frequentes, mas as tripulações não as reportaram. O acidente teve origem em perda de controle causada por acúmulo de gelo, falha no sistema pneumático de degelo e o não cumprimento de procedimentos pela tripulação.
O caso agora segue para o Ministério Público Federal, que decidirá se transforma o indiciamento em denúncia formal contra os 16 nomes. Enquanto isso, todos os indiciados estão impedidos de deixar o Brasil. A Voepass declarou que a segurança operacional é sua prioridade e que seguiu rigorosamente os protocolos da Anac.

