A utilização de inteligência artificial na busca por emprego já é rotina para a maioria dos candidatos, segundo pesquisa do Indeed. O uso mais comum ocorre na elaboração de currículos (49%), mas especialistas afirmam que o fator decisivo não é o uso da tecnologia, e sim a capacidade do profissional de aplicá-la estrategicamente.
A pesquisa do Indeed revelou que 83% das pessoas já empregaram inteligência artificial em alguma fase da procura por trabalho. O uso mais frequente concentra-se na criação de currículos, seguido pela busca de vagas compatíveis e pela preparação para entrevistas. Contudo, Fernanda Matosinhos, especialista em Gente e Cultura da XP Educação, explica que o diferencial competitivo mudou de foco.
Segundo Matosinhos, o valor não reside em apenas revisar documentos com a IA, mas em utilizá-la para tomar decisões mais inteligentes durante o processo seletivo. Ela aponta que o candidato ganha mais ao usar a ferramenta para compreender o contexto da vaga e identificar os desafios que a empresa espera resolver com a contratação.
Entre as aplicações estratégicas, há a análise de competências implícitas, onde a IA traduz termos genéricos de vagas em comportamentos observáveis. Outra tática é estruturar um plano de atuação para os primeiros 30, 60 e 90 dias, demonstrando visão de futuro. Matosinhos ressalta que o profissional que se destaca é aquele que usa a tecnologia para se preparar melhor, e não quem terceiriza suas decisões.

