Um autor afirmou que a inteligência artificial jamais alcançará a produção literária de qualidade, pois a literatura exige a complexidade e a falibilidade intrínseca ao ser humano. Segundo o especialista, a arte não pode existir sem a humanidade, que confere profundidade e singularidade ao texto.
O autor esclareceu que sua posição não é um movimento ludista contra o avanço tecnológico, mas sim uma análise sobre a natureza da criação artística. Ele argumentou que, embora a IA possa gerar textos tecnicamente impecáveis, ela não possui a capacidade de ser originalmente humana, agindo na aleatoriedade de uma mente ambígua.
A literatura, segundo a análise, é dignificada pelas falhas humanas. O autor citou ‘O Alienista’, de Machado de Assis, como exemplo de obra cuja existência depende dos defeitos e experiências únicas do escritor. Ele listou outras obras, como ‘A Educação Sentimental’, de Gustave Flaubert, e ‘A Divina Comédia’, de Dante, como provas dessa singularidade.
Ainda que a IA possa emular virtudes, o autor disse que isso seria apenas uma simulação. Ele afirmou que algoritmos não sentem traumas, amor ou vivenciam eventos cotidianos, elementos que, segundo ele, são cruciais para o surgimento de um insight verdadeiro, como nos casos de ‘Drácula’, de Bram Stoker, ou ‘Frankenstein’, de Mary Shelley.


