O uso do protocolo MCP, padrão que conecta modelos de inteligência artificial a dados corporativos, cresceu 375% em volume de transações nas últimas dez semanas, segundo a Netskope Threat Labs. Esse aumento eleva o risco de vazamento de informações sensíveis em empresas, forçando uma mudança na estratégia de segurança.
O MCP, sigla para Model Context Protocol, permite que agentes de IA acessem informações armazenadas em sistemas internos. O estudo da Netskope considerou apenas o uso remoto do protocolo, quando o agente se conecta a um servidor externo à rede da organização. Esse crescimento acompanha a expansão geral da IA corporativa, com o percentual de funcionários em organizações medianas que usam aplicativos de IA semanalmente saltando de 34% para 59% no último ano.
A segurança corporativa migrou de uma postura reativa, focada em identificar IA não autorizada, para uma governança ativa de agentes autônomos. O relatório identifica dois tipos de violação de política de dados: upstream, quando o usuário envia dados sensíveis sem autorização, e downstream, quando o sistema de IA retorna informações proibidas. As violações downstream mais que dobraram em um ano, atingindo 31 ocorrências semanais na média das organizações.
Agentes de codificação autônomos são um motor desse tráfego, com 75% das empresas utilizando o Claude Code e 58% o Codex. Para mitigar os riscos, a Netskope recomenda que as empresas implementem um gateway ou proxy centralizado para inspecionar todas as interações de IA. A governança deve também se alinhar a frameworks como MITRE ATLAS e OWASP Top 10 para LLMs.

