Ron Paul afirmou que a política do presidente Trump, que envolve a aquisição de participações governamentais em 30 empresas, é tão perigosa para a liberdade e prosperidade quanto propostas de esquerda. A estratégia, que totaliza cerca de $27 bilhões desde janeiro de 2025, gera preocupações sobre a influência estatal no setor privado.
Paul, em ensaio publicado pelo Ron Paul Institute for Peace & Prosperity, descreve a ação como ‘corporativismo’, um sistema onde o poder permanece nominalmente privado, mas o governo obtém controle significativo. O exemplo mais citado é a Intel, cujas ações subiram mais de 152% no ano após o anúncio de 10% de participação estatal, sugerindo que investidores precificam uma garantia governamental.
O analista argumenta que a intervenção governamental imprevisível em mercados privados é o fator mais temido pelos portfólios. Ele compara essa dinâmica à política de congelamento de aluguéis em cidades, apontando que, embora os instrumentos sejam diferentes, o princípio de decisões políticas substituindo decisões de mercado é o mesmo.
A administração defende que tais participações em setores críticos, como semicondutores, visam a segurança nacional. Contudo, Paul alerta que a eventual venda dessas participações pelo governo pode anular o prêmio de mercado, introduzindo um risco de saída que deve ser considerado pelos investidores.


