O CEO da Anthropic, Dario Amodei, considera o livro de Richard Rhodes, autor de ‘The Making of the Atomic Bomb’, leitura essencial. Rhodes, de 89 anos, comentou com funcionários da empresa que a onda da inteligência artificial lembra padrões históricos de pânico moral.
Rhodes, que ganhou o Prêmio Pulitzer por sua obra de 1986, foi procurado por sua relevância para a Anthropic. Amodei se identifica com o personagem Leo Szilard, físico que defendeu o controle humano da reação nuclear. O CEO da empresa tem acompanhado o peso da tecnologia que desenvolve, preocupando-se com a segurança dos centros de dados.
Em conversa com funcionários, Rhodes afirmou que a nova tecnologia gera um pânico moral, um fenômeno recorrente na história. Ele citou o uso do carvão no século XVII e o surgimento do automóvel como exemplos de como a sociedade controla inovações. Amodei, por sua vez, avalia uma chance de 25% de a IA evoluir de forma negativa para a civilização.
Apesar das preocupações, Rhodes trabalha em uma obra de ficção sobre robôs dominando o mundo, mas com tom cômico. Enquanto isso, a Anthropic foca em sua cultura de segurança, um fator considerado essencial para seu sucesso tecnológico e comercial.

