A Berkshire Hathaway reverteu sua estratégia de venda de ativos no segundo trimestre de 2026, tornando-se compradora líquida de ações pela primeira vez em mais de três anos. A empresa reduziu seu caixa para US$ 365,5 bilhões e aumentou as recompras, sinalizando uma mudança de postura no mercado.
A Berkshire Hathaway encerrou o primeiro trimestre de 2026 com US$ 397,4 bilhões em caixa e títulos do Tesouro, um patamar recorde. Essa posição foi construída através de uma estratégia de paciência, que se manifestou na venda líquida de US$ 172,9 bilhões em ações entre 2022 e 2024. Essa tendência de venda se estendeu por 14 trimestres consecutivos.
No segundo trimestre, a posição de caixa da Berkshire caiu para US$ 365,5 bilhões. Nesse período, Greg Abel, CEO, foi comprador líquido de ações, adquirindo cerca de US$ 20 bilhões a mais do que vendeu. Além disso, a empresa elevou as recompras de ações para US$ 4,5 bilhões, um aumento significativo em relação aos US$ 235 milhões gastos no primeiro trimestre.
A mudança de portfólio é notável. A participação da Apple no conjunto de ativos caiu para 20% dos US$ 355 bilhões, embora permaneça a maior posição. Em contrapartida, a Berkshire aumentou seu investimento em Alphabet, revelando uma aplicação de US$ 10 bilhões para a infraestrutura de inteligência artificial da companhia.

