A manutenção aeronáutica enfrenta uma grave escassez de profissionais no cenário global, exigindo a formação de cerca de 416 mil novos técnicos até 2034. A carreira, historicamente pouco visível, oferece remunerações atrativas, podendo ultrapassar R$ 1,6 milhão em casos de alta progressão.
O relatório CAE Aviation Talent Forecast 2025 aponta que cerca de 83% dos técnicos de manutenção aeronáutica deverão se aposentar ou deixar a profissão na próxima década. Jason Pfaff, CEO do Aviation Institute of Maintenance (AIM), declarou que há uma escassez aguda de mecânicos de aviação no país, com apenas metade do número necessário de profissionais certificados.
Apesar das condições de trabalho, que incluem exposição a ambientes extremos, a remuneração é um fator de atração. Nos Estados Unidos, o salário mediano é de cerca de US$ 79 mil anuais, segundo o Bureau of Labor Statistics (BLS). Com horas extras e progressão, os rendimentos podem chegar a US$ 300 mil ou mais, o que equivale a cerca de R$ 1,6 milhão, conforme relatou uma técnica do Aeroporto Internacional Newark Liberty.
A necessidade de mão de obra qualificada não se restringe à aviação. O CEO da Ford, Jim Farley, alertou sobre a falta de trabalhadores em ocupações essenciais, como encanadores e eletricistas. O CEO da Nvidia, Jensen Huang, afirmou que o segmento de profissões técnicas passará por um boom, exigindo o dobro de contingente anualmente.
A Geração Z tem demonstrado interesse nesse setor. Dados da National Student Clearinghouse mostram que as matrículas em ensino técnico de dois anos cresceram quase 20% entre 2020 e 2025, e o AIM registrou um salto de cerca de 40% nas inscrições de jovens dessa geração.

