Um parasita, a motolice, utiliza o caracol como hospedeiro inicial, transformando-o em um organismo que atrai aves. O ciclo se completa quando o parasita, após ser ingerido, se desenvolve em aves, que por sua vez depositam ovos em trusos.
O processo começa quando a motolice chega ao caracol na forma de ovos, depositados no trusu de aves. As larvas migram para os órgãos do molusco, formando uma vesícula chamada esporocisto. Este órgão cresce, preenchendo totalmente o órgão do caracol, o que o cega e impede o recolhimento do mesmo.
O esporocisto imita a aparência de uma lagarta e pulsa no órgão do caracol, servindo como isca para aves. Além disso, a motolice controla o sistema nervoso do caracol, transformando-o em um organismo que se move para locais expostos, como superfícies de folhas, onde é visto como alimento.
Após a ingestão do parasita, a ave adulta se reproduz e deposita ovos no trusu, reiniciando o ciclo. A motolice adulta mede cerca de 1,5 mm e vive no sistema excretor da ave sem causar-lhe problemas. O caracol, por sua vez, pode ter seu órgão arrancado pela ave, mas ele regenera, permitindo nova infecção.


