Liliane França da Silva, viúva do gari Laudemir de Souza Fernandes, candidata a deputada federal pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT), disputa as eleições em Minas Gerais. Ela usa o nome “Lili do Gari” e busca defender os direitos dos trabalhadores após a morte do marido, ocorrida em agosto do ano passado.
Liliane, natural de Betim (MG) e de 45 anos, declarou ter ensino médio completo e, antes do falecimento do marido, atuava como técnica de higiene bucal. Em postagem oficializando a candidatura, ela afirmou que a perda do cônjuge, após uma suposta briga de trânsito, gerou o propósito político. “Minha candidatura representa a voz de quem trabalha, de quem enfrenta longas jornadas, de quem acredita que o esforço merece respeito, dignidade e oportunidades”, declarou a viúva.
O caso do gari Laudemir foi investigado após ele ser morto a tiros em 13 de agosto do ano passado, no bairro Vista Alegre, em Belo Horizonte. Segundo a investigação, o empresário Renê da Silva Nogueira Júnior teria discutido no trânsito e efetuado os disparos. Um motorista presente no momento negou que o gari tenha sido atingido durante a briga, relatando que o empresário estava “apressado” e “se manteve frio o tempo inteiro”.
A delegada de polícia Ana Paula Lamego Balbino, esposa do empresário, também foi investigada por suspeita de ter permitido acesso à arma. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) manteve a prisão do empresário em junho deste ano, negando um pedido de habeas corpus, enquanto o processo segue em andamento.

