O governo argentino autorizou a entrada de militares da Marinha brasileira no país para participar de um exercício naval no Atlântico Sul, entre 13 e 24 de agosto. A atividade, denominada “Fraterno”, envolverá navios, aeronaves e submarinos das Forças de ambas as nações, mesmo em meio a tensões diplomáticas entre os presidentes.
A autorização, publicada no Boletim Oficial, permite a chegada de uma fragata Tamandaré com 135 militares, uma fragata Niterói com 200 efetivos, um navio de socorro submarino Guillobel com 80 tripulantes e um submarino Riachuelo com 35 brasileiros, a partir de 10 de agosto. O exercício, realizado na Base Naval Puerto Belgrano, em Mar del Plata, é uma tradição bilateral desde 1978.
Segundo o texto assinado pelo presidente argentino, a não participação no exercício afetaria “significativamente o adestramento naval em operações combinadas” com a Marinha brasileira, em atividades de “elevada complexidade operacional tática”.
As tensões diplomáticas surgiram após o presidente argentino fazer críticas ao presidente brasileiro, chamando-o de “ladrão”, e ao ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes de “lixo careca”. Em resposta, o governo brasileiro rebaixou as relações diplomáticas para o nível de encarregados de negócios.


