O novo presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, prometeu enfrentar o narcoterrorismo sem tréguas, em meio a um período de alta violência no país. Eleito em 21 de junho, o advogado de 48 anos sucede Gustavo Petro e indica uma mudança política com maior aproximação a Washington e o fim das negociações de paz.
Em seu primeiro discurso, realizado em Cali, no sudoeste do país, de la Espriella declarou que restaurará a ordem e a autoridade. O mandatário afirmou que combaterá todas as organizações criminosas e erradicará as plantações de coca por todos os meios. Ele declarou que a opção do diálogo adotada pelo antecessor “está completamente esgotada”, deixando aos grupos ilegais a alternativa de se submeterem à lei ou enfrentarem a força do Estado.
Privado de maioria no Parlamento, o novo governo sinalizou intensificar bombardeios contra acampamentos da guerrilha com apoio de Israel e dos Estados Unidos. Além disso, o presidente prometeu autorizar a exploração de petróleo e gás por fraturação hidráulica e publicar um decreto de congelamento da despesa pública. Um dos primeiros atos será juntar-se ao Escudo das Américas, aliança liderada pelo presidente norte-americano.
A cerimônia de posse, realizada fora da capital Bogotá, contou com forte esquema de segurança e reuniu chefes de Estado. Enquanto isso, apoiadores da esquerda protestaram pacificamente nas principais cidades após a derrota eleitoral por margem inferior a 1%.

