Quase 800 espécies da fauna brasileira estão atualmente sob ameaça de extinção, segundo levantamento do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). A lista classifica os animais em categorias de risco, como vulneráveis, em perigo e criticamente em perigo, indicando a urgência da preservação ambiental no país.
O levantamento do ICMBio detalha que as espécies ameaçadas se dividem em categorias: 337 são vulneráveis, 286 estão em perigo e 163 são criticamente em perigo. Uma espécie listada como extinta na natureza é o mutum-do-nordeste, que conta com cerca de 250 indivíduos sob cuidados humanos no Brasil.
Em um avanço, no Zoológico de Belo Horizonte, um casal da espécie mutum conseguiu se reproduzir sem intervenção humana, um feito inédito desde 1970, afirmou o biólogo chefe da seção de aves do local.
O coordenador de Avaliação do Risco de Extinção de Espécies da Fauna do ICMBio, Arthur Brant, explicou que a lista serve como um diagnóstico para orientar a preservação, priorizando espécies ameaçadas. Desde 2022, 184 espécies foram adicionadas ao rol de ameaçadas, enquanto 158 foram retiradas.
Para os profissionais da área, a esperança é um fator definidor na conservação. Alexsandro Santos, coordenador de Pesquisa e Conservação da Fundação Projeto Tamar, comentou que o objetivo não é apenas fazer uma lista, mas sim priorizar a conservação das espécies mais vulneráveis.


