A Polícia Federal deflagrou a Operação Heritage, investigando um esquema de corrupção no Mato Grosso ligado à dívida do estado com a Oi. A operação atingiu ex-governador, ex-secretário, desembargador e procurador-geral estadual, apurando o desvio de R$ 308 milhões.
A investigação da PF aponta que os R$ 308 milhões, referentes ao acordo de dívida, foram pagos a fundos de investimento. Após sucessivas operações, o dinheiro teria chegado a empresas com ligações com o ex-governador e o ex-secretário, segundo a polícia.
A operação mobilizou 85 alvos, incluindo pessoas físicas e empresas ou fundos de investimentos, e resultou no cumprimento de 25 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso, São Paulo, Rondônia e Ceará. A PF solicitou quebra de sigilos bancário e fiscal e bloqueio de bens até o limite de R$ 316 milhões, pedido deferido pelo ministro Flávio Dino, do STF.
O esquema teve origem em 2009, quando a Oi devia R$ 78 milhões ao estado por ICMS. Após decisões judiciais favoráveis à empresa, o acordo final de R$ 308 milhões foi assinado em abril de 2024 e homologado pelo Tribunal de Justiça do Mato Grosso em 2025. A PF apura que o pagamento foi direcionado a fundos de investimento, marcando o início de um suposto esquema para ocultar o dinheiro.


