A Polícia Federal concluiu o segundo inquérito sobre um esquema de desvio de aposentados e pensionistas do INSS. Foram indiciadas seis pessoas, incluindo o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, que chefiou o órgão durante a gestão do presidente Lula.
O caso investiga o desvio de valores mensais de aposentados em nome de associações, totalizando até R$ 6,3 bilhões. Segundo a PF, o esquema envolve organização criminosa e inserção de dados falsos no sistema de informação do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
As investigações apontam que Stefanutto recebia propina de R$ 250 mil por mês, utilizando empresas de fachada para receber os valores. Um relatório da PF detalha que o ex-presidente era apelidado de “italiano” e trocava mensagens com outros envolvidos sobre pagamentos rotineiros.
No segundo inquérito, foram indiciadas mais seis pessoas, como ex-procurador-geral e ex-diretor do órgão. O relatório será encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR), que decidirá sobre denúncia ou arquivamento. A defesa do ex-presidente afirmou que ele “jamais praticou qualquer ato ilícito no exercício de suas funções públicas”.


