A Petrobras divulgou resultados robustos no segundo trimestre de 2026, registrando lucro líquido de R$ 52,4 bilhões e anunciando dividendos ordinários de R$ 17,4 bilhões. O desempenho superou as expectativas do mercado, impulsionado pelo aumento da produção e preços de realização favoráveis.
O lucro líquido da estatal cresceu 97% em comparação anual, totalizando R$ 52,4 bilhões no período de abril a junho. O Ebitda ajustado recorrente alcançou R$ 95,8 bilhões, ou cerca de US$ 19 bilhões, conforme dados da companhia. A produção total de petróleo e gás subiu 15% em relação ao ano anterior, atingindo 3,336 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed).
Analistas apontaram que o segmento de exploração e produção (E&P) foi o principal motor, com seu Ebitda atingindo um recorde histórico de cerca de US$ 15,9 bilhões. O Itaú BBA informou que os preços efetivamente realizados foram cerca de US$ 4 por barril acima das estimativas, o que elevou as receitas da empresa. O segmento de refino também apresentou desempenho sólido, com o Ebitda na área atingindo cerca de US$ 3,6 bilhões.
Os dividendos anunciados, equivalentes a cerca de US$ 3,4 bilhões, ficaram acima das projeções de instituições como Itaú BBA e Bradesco BBI. O JPMorgan classificou o anúncio como positivo, e analistas de diversas casas mantiveram visões positivas para a tese de investimento da Petrobras, embora alguns apontem riscos futuros.


