A Polícia Federal indiciou o ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e mais cinco pessoas por crimes de inserção de dados falsos e organização criminosa. O caso investiga fraudes em descontos associativos ligados à Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag).
O relatório da investigação foi encaminhado ao gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. Entre os indiciados constam o ex-procurador-geral do INSS e o ex-diretor de Benefícios do órgão. Este é o segundo indiciamento da PF contra executivos da Previdência Social envolvidos no esquema de fraudes.
As apurações indicam que o esquema consistia em descontar mensalmente valores das aposentadorias e pensões pagas pelo INSS. Os beneficiários eram cobrados como se tivessem aderido a associações, mas, na realidade, não haviam autorizado os descontos.
A investigação teve início em 2023, na esfera administrativa, pela Controladoria Geral da União (CGU). Em 2024, a PF foi acionada para conduzir a investigação criminal. As conclusões do inquérito serão enviadas à Procuradoria Geral da República.


