O ministro da Fazenda, Dario Durigan, declarou que a alegação do governo do Distrito Federal sobre ‘inércia’ da União e do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) no acordo para capitalizar o BRB gerou ‘profunda insatisfação’. A questão envolve um empréstimo de R$ 6,6 bilhões e uma nova audiência marcada para 13 de agosto.
Durigan afirmou que a informação do governo do Distrito Federal sobre a inércia gerou insatisfação nas equipes federais, especialmente porque o problema tem origem criminosa no governo do DF e no BRB. O titular da equipe econômica disse que estará presente na audiência e que o acordo firmado no Supremo Tribunal Federal (STF) é o único possível. Ele explicou que o que ainda depende é a avaliação dos bancos sobre o plano de negócios do BRB.
A primeira audiência para resolver o problema patrimonial do banco, afetado por operações com o Master, ocorreu no final de maio. Na ocasião, foi estabelecido um acordo, mas bancos privados resistiram a participar do consórcio de garantia junto ao FGC. Pelos termos originais, o empréstimo seria garantido por um sindicato de bancos e teria como contragarantia parcelas do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), somando cerca de R$ 1,6 bilhão.
O BRB enfrenta multas diárias da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) pelo atraso na publicação do balanço de 2025, previsto para 31 de março. Interlocutores indicam que bancos privados exigem garantias adicionais do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, o que o governo federal considera inviável. O governo do DF também é cobrado pelo Banco Central para capitalizar a instituição.


