Artistas e instituições culturais da República Tcheca criticaram a nova versão da Política Cultural Estatal 2026–2030, que define o futuro do setor. Os críticos alegam que o documento foi elaborado sem um processo adequado, configurando desperdício de recursos públicos, enquanto o ministro da Cultura defende a necessidade de um plano ‘real’ e executável.
O documento em disputa estabelece as diretrizes para o desenvolvimento e apoio à cultura tcheca nos próximos anos. A versão anterior, aprovada em outubro de 2025, foi preparada pelo então chefe do setor, Martin Baxa. Após a chegada do ministro Klempíř, os artistas foram assegurados de que a política não mudaria, mas em julho, o Ministério apresentou uma nova versão.
Em um comunicado, as entidades culturais rejeitaram o método de preparação do plano, afirmando que ele não seguiu um processo regular e não cumpre os parâmetros de um material estratégico. Os críticos enfatizaram que o documento é base para o orçamento estatal de dezenas de bilhões de coroas e afeta a vida de mais de 220 mil pessoas. Eles consideram inaceitável a criação do plano sem a participação da comunidade.
Klempíř, por sua vez, declarou que o objetivo não era negar o trabalho anterior, mas sim criar um plano que pudesse ser efetivamente cumprido, evitando promessas sem capacidade financeira. O ministro afirmou que o Ministério abriu o documento para considerações e que a discussão deve focar no conteúdo, e não apenas em adicionar exigências.


