O ator Wagner Moura declarou estar “cansado de ser odiado” e manifestou o desejo de dialogar com pessoas da direita sobre temas relevantes para o país. As falas ocorreram em entrevista a Pedro Bial, durante o programa “Conversa com Bial”, em Atenas, Grécia, no dia 4 de agosto de 2026.
Moura criticou a política identitária, que organiza reivindicações com base em grupos específicos. Ele afirmou que o debate sobre o tamanho do Estado é válido, mas não acontece devido a questões de identidade e legitimidade. O ator comparou a postura de grupos à esquerda com o que ele classificou como “fascismo de esquerda”.
O ator explicou que a direita questiona quem arcará com as demandas de seguridade social, cultura e educação gratuita, perguntando se os contribuintes pagarão ou se haverá aumento de impostos. Moura caracterizou a polarização como “a maior ameaça” à democracia.
Além disso, ele relatou críticas de defensores da meritocracia, que o acusavam de hipocrisia por manter convicções de justiça social após alcançar sucesso financeiro. Moura rejeitou a premissa, questionando: “Quanto você precisa ganhar para você deixar de acreditar em justiça social?”

