O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem buscado ampliar o diálogo internacional, contatando chefes de Estado como Xi Jinping, da China, e Vladimir Putin, da Rússia. Essas ações ocorrem em um momento de desgaste diplomático com os Estados Unidos e a Argentina.
A estratégia diplomática do governo tem focado em fortalecer a cooperação Sul-Sul, mantendo canais abertos apesar dos atritos. Em agosto, o presidente Lula conversou com Gustavo Petro, da Colômbia, e Santiago Peña, do Paraguai. Há sinalização de interesse em diálogo com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A relação com os EUA sofreu agravamento por conta do aumento de tarifas e da revogação do visto da embaixadora brasileira. Segundo especialistas, esses conflitos internacionais contribuem para a polarização da política doméstica brasileira. A relação com a Argentina também se distanciou após declarações de Javier Milei contra o presidente brasileiro.
Apesar dos desafios, integrantes do Palácio do Planalto e do Itamaraty afirmam que a política externa visa manter o protagonismo do Brasil. Em setembro, pautas como mudanças climáticas e defesa do multilateralismo devem ser destaque na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York.


