Cientistas da Universidade de Delaware estão utilizando tubarões em um experimento para prever a intensidade de furacões antes que atinjam a costa leste dos Estados Unidos. Os animais carregam sensores eletrônicos que coletam dados de temperatura e salinidade do Oceano Atlântico, informações difíceis de obter por métodos convencionais.
O objetivo da pesquisa é compreender as condições do oceano no Meio-Atlântico, com foco na camada de água fria, conhecida como cold pool. Essa camada, que possui temperaturas abaixo de 10°C, pode influenciar a velocidade com que os furacões ganham força. O cientista marinho Aaron Carlisle, da Universidade de Delaware, afirmou que o uso de sensores em animais já ocorre há anos em regiões polares, onde a coleta de dados é mais difícil.
Os pesquisadores navegam entre 48 e 64 quilômetros da costa, atraindo tubarões como o tubarão-mako e o tubarão azul. Os dispositivos são presos à nadadeira dorsal dos animais e transmitem dados para uma rede de satélites sempre que o tubarão sobe à superfície. A equipe garante que o procedimento não prejudica os animais, que passam por avaliação de saúde antes da instalação.
A temperatura da camada superior do oceano é um ponto chave, pois a água quente fornece energia para os furacões. Carlisle explicou que quanto mais quente estiver a camada superficial, maior pode ser a intensidade da tempestade. Entender a cold pool permite avaliar o calor disponível para alimentar a tempestade, contribuindo para que moradores da Carolina do Norte e Massachusetts se preparem melhor.


