O escurecimento das axilas, comum em pessoas com pele negra, não está ligado à falta de higiene, mas sim a processos inflamatórios crônicos. Especialistas afirmam que fatores como atrito, depilação e irritação de produtos causam a hiperpigmentação, que exige diagnóstico e tratamento adequados.
A condição é uma das queixas mais frequentes em consultórios dermatológicos, afetando a autoestima. Segundo uma dermatologista especialista, o escurecimento geralmente decorre de um processo inflamatório crônico provocado por atrito, pelos encravados, suor e irritação de certos produtos. Em alguns casos, a mancha pode sinalizar doenças, como a acantose nigricans, ligada à resistência à insulina, exigindo identificação da causa para o tratamento.
A pele negra possui maior quantidade de melanina e maior predisposição à hiperpigmentação pós-inflamatória. Isso ocorre porque os melanócitos, células produtoras de melanina, reagem de forma mais intensa a qualquer agressão ou inflamação. Por isso, o tratamento deve ser gradual, focando no controle da inflamação. Protocolos com ativos como ácido azelaico, niacinamida, thiamidol e cisteamina são utilizados, além de procedimentos como depilação a laser.
A especialista comentou que o suor potencializa o ambiente inflamatório, mas não escurece a pele diretamente. Ela alertou que o erro mais comum é recorrer a receitas caseiras sem orientação médica, prática que pode agravar a pigmentação. A condição é uma questão médica e não um reflexo de preconceito racial.

